A chuva, pingos de água que caem do céu
Brilham sombrias feito um mausoléu
Esperando limpar toda essa sujeira
Que os nossos corpos insistem em ter
Chuva de pedra, de água e de flor
Quero que sinta comigo amor
A cachoeira dos meus sentimentos
Cair sobre ela com tanto louvor
Chuva que alimenta e que mata
Chuva que é vida mais é muito ingrata
Nos desacelera no meio da mata
E derruba as casas de quem só trabalha
Chuva que te faz querer ficar na cama
Dormir com o edredom durante uma semana
E passar bem longe de se levantar
Chuva que maltrata, mas que é esperada
Por quem já passou pela seca braba
E ninguém duvida que ela não ter
Que agradar Gregos e Troianos também
Vem molhar ó chuva, seu humilde servo
Vara de marmelo, vai bater na gente
Mas que sufocante é viver sem ti
Sem uma janela para eu abrir
Que pedaço findo, de amor chuvoso
Quero estar protegido, desse raivoso
Que me venha tarde, mas que caia lenta
Pra poder aproveitar, chuva que orienta!
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