domingo, 31 de março de 2013

Meu guia

Tu és meu guia
O que ilumina a luz do dia
No alvorecer dessa nova jornada

Tu me orgulha
Me ajuda e muda meus pensamentos
Em meus momentos de indecisão

Me deixa livre pra decidir
Se certo ou não viver assim
E ter que errar pra aprender

Eu agradeço cada segundo
Da dedicação que tens no mundo
Pra que eu seja mais responsável
Que eu me torne um grande homem

Que a vida siga nos ensinando
Que não bastará o ser humano
Querer mudar pros ser mundando
Se a mudança não vir de dentro

sábado, 30 de março de 2013

Lua!

Lua, que ilumina a escura rua
Que perpetua
Que diz que é sua
Mas é de todos

De todos os apaixonados
Que vagam vagos
Por entre as ruas de uma cidade qualquer

Que andam pensando em sua mulher
Naquela moça tão frágil
Que ele quis conhecer

Teve que aceitar a pindura
De ter que viver na amargura
De esperar essa linda mulher
Em uma noite qualquer

Esperar o teu beijo tão doce
Por uma só vez que fosse
Sentir esses lábios cálidos
Perto dos dele também

A lua acalma as almas
De quem vive sem calma
Esperando um dia melhor
Depois que teu corpo dormir

quinta-feira, 28 de março de 2013

A surpresa me fascina!

Esse seu olhar parece tão distante
E ao mesmo tempo aqui a meu lado
E renego ofegante
A esses seus maus tratos

Pra que esperar o teus verdes olhos
Pintarem o meu céu
Se posso viver outros olhos
Sentindo o gosto do fel

Queria te encontrar sem compromisso
Te achar no meio da multidão
Sem ser planejado, sem ser esperado
A surpresa me fascina

Me fascina como sua voz
A sua risada, e o toque da sua pele
Delicada e vistosa
Forte e sagaz
Fazendo pouco caso deste rapaz

Quero mesmo é te encontrar no lago
Pra tu me fazeres gato e sapato
E deliciar sua boca a minha
E quero te imaginar sozinha
Me esperando linda e livre


Dor

A dor, mecanismo de proteção
De devoção ou inibição
Sentimo-a com temor
Pois temos medo do que é ruim

A dor pode ensinar, te preservar
Da morte, da sorte, ou do azar

A dor que pra alguns é prazerosa
Mostra o lado frágil que existe em nós
Numa luta gloriosa

Dor que te golpeia
Te desnorteia
E te cobre de preocupação

Te mostra a face da tristeza
Sendo externa ou interna
A dor machuca, te pune
E você luta, contra essa triste labuta

Te desejo o fim da dor
Uma sombra com frescor
E o alvorecer da felicidade
Vem viver o lado sem dor da vida!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Chuva!

A chuva, pingos de água que caem do céu
Brilham sombrias feito um mausoléu
Esperando limpar toda essa sujeira
Que os nossos corpos insistem em ter

Chuva de pedra, de água e de flor
Quero que sinta comigo amor
A cachoeira dos meus sentimentos
Cair sobre ela com tanto louvor

Chuva que alimenta e que mata
Chuva que é vida mais é muito ingrata
Nos desacelera no meio da mata
E derruba as casas de quem só trabalha

Chuva que te faz querer ficar na cama
Dormir com o edredom durante uma semana
E passar bem longe de se levantar

Chuva que maltrata, mas que é esperada
Por quem já passou pela seca braba
E ninguém duvida que ela não ter
Que agradar Gregos e Troianos também

Vem molhar ó chuva, seu humilde servo
Vara de marmelo, vai bater na gente
Mas que sufocante é viver sem ti
Sem uma janela para eu abrir

Que pedaço findo, de amor chuvoso
Quero estar protegido, desse raivoso
Que me venha tarde, mas que caia lenta
Pra poder aproveitar, chuva que orienta!

terça-feira, 26 de março de 2013

Aqui do lado...

A distância é um pedaço de caminho, bem curtinho
Mas que toma proporções imediatas
Quando nessa vida nossa tão ingrata
Queremos nos encontrar bem rapidinho

Pode ser aqui do lado ou lá bem longe
Não existe um só lugar que se esconde
De um sentimento que não dá pra segurar

Você sabe, fiz de tudo pra esquecer
Pra deixar a vida se prevalecer
E continuar nessa busca infinita
Por essa sua feição que é tão bonita

Procurei por lagos fundos infinitos
Percebendo que não há nada nesse mundo
Que fará você ficar perto de mim

A não ser que eu desista do meu mundo
E corra logo pros seus braços tão singelos
Que me acorde com seu vestido amarelo
Como um girassol que brilha na manhã

Isso é tudo que eu podia te dizer
Amanhã não saberei, mas vai saber
Se um dia encontrar outra resposta
Por favor, bata aqui na minha porta

segunda-feira, 25 de março de 2013

Essa sua astrologia...

Essa sua astrologia
Me parece astronomia
Quando tanto me judia
Com seus termos tão arcaicos

Não entendo, não consigo
Compreender como é que pode
Um ser humano tão forte
Viver tão frágil por isso

Se deixar influenciar
Por uma alma mal quista
Uma que some de vista
Se eu for a procurar

Quero hoje te saldar
Te dar flores de alegria
Contemplar sua rebelia
E nesses campos andar

Sei que tu és minha amada
No ponto de uma cruzada
Uma busca incessante
Por um futuro brilhante

Vem comigo, vem segura
Quero ver até quando dura
Essa sua insistência
De que és não mais de ninguém
A não ser de você mesma

domingo, 24 de março de 2013

Renovações...

Ah, mas que delícia
Viver essa esperança de novo
Porque já dizia o poeta
É mais fácil acreditar no novo
Do que desistir do velho

Esperar de novo aquele sorriso
Aquele gesto singelo
Saber que correr o risco
Pode ser um flagelo

Mas que no final das contas
Seu riso vai me abraçar
Seus olhos vão brilhar
E eu estarei com você

Estarei com tu minha querida
Naquela estrada bem vinda
Dos nossos corpos tão frágeis

Quero que a dor vá embora
De qualquer momento presente
E que  o futuro celebre
O aqui se vigora

sábado, 23 de março de 2013

Correndo devagarinho...

E tudo pode parecer piegas
Um tanto Las Vegas
Pra quem procura
Aquela vida dura

Deixamos de lado, o prazer soberano
De viver tantos anos
Ouvindo LP's e tomando um café
Ao toque da brisa na sua varanda

Queremos que o tempo passe devagar
Mas aceleramos o mundo
No nosso andar

Pensamos pequeno, pensando grande
Correndo de um lado pro outro
Ao som da campainha irritante

Pensamos ser majestosos
Num mundo de invejosos
Buscando o dinheiro a qualquer custo
Mesmo que seja no susto
Mesmo que seja no braço

Quero um sorriso sincero
Uma casinha de esmero
"Na rua dos bobos, número zero"

sexta-feira, 22 de março de 2013

ÁGUA

Água de beber
Água de viver
Água de matar
Água de morrer

Mata sua sede
Embeleza a vida
Joga na parede
A contrapartida

Água que te encanta
Que te falta tanto
Nas secas malditas
Que fez o ser humano

O ser que destrói, constrói e corrói
O ser que pensa que é eterno
Me diz que é fraterno
Mas deixa acontecer

Eu quero a minha água
Limpa, incolor e indolor
Saindo da minha torneira

Eu quero e não arredo o pé
Enquanto ela não vier
Trazendo a potabilidade

Eu quero a vida fresquinha
Na sombra da fazendinha
Jorrando de uma mina
A minha água limpinha



quinta-feira, 21 de março de 2013

O Poeta e a Poesia

Não sei posso me taxar como poeta
Mas o que sei é que sinto como um
Tudo na cabeça de um poeta é mais intenso
Tudo na vida deste ser é mais bonito
É mais colorido ou mais cinzento
O poeta vive dia e noite a palavra
Vive a vida imaginando as histórias
Contando pra quem quiser escutar as suas peripécias
O amor daquela moça, o andar daquela bela
O poeta vê emoção dentro do olhar
A alegria do sorriso, e a beleza da natureza
O poeta é gentil, amoroso e bondoso
Mas o poeta não sabe como amar
Ele só sabe descrever o amor
Nem que seja o amor de outra pessoa
O poeta é platônico, eufórico e alegórico
Gosta de mostra ao mundo o seu encanto
Pelas belas curvas de uma mulher
Ou pelos belos gestos dos homens
O poeta também é feito de carne e osso
Ele sofre, muito ou pouco, mas sofre
Ele gosta de reconfortar, afagar
A quem queira ouvir suas palavras
A palavra, que elogia e maltrata
Que traz vida a personagem
De que você idolatra
O poeta sempre ama
A quem quer que seja ela
Porque no amor vive o poeta
E no amor vai morrer

quarta-feira, 20 de março de 2013

O canto do rouxinol

Posso não ter te vivido
Ou ao menos experimentado
Mas sei que o futuro é incerto
E tudo pode acontecer

Nunca irei desistir
Do que sempre procurei
Ter o orgulho de ir
Aonde sempre te achei

Quero um momento incerto
Daqueles que o coração dispara
No ritmo completo
De uma canção bem clara

Ouvimos com muito cuidado
O canto do rouxinol
Pois nele se encontra o ditado
De um amanhã bem melhor

Seguimos pra sempre adiante
Em busca da felicidade
De um sentimento fraterno
Que quero que alguém te cante

Minha linda pequenina

Minha linda pequenina
Tua boca me domina
Tua pele me instiga
A tocar-te com estima

Pelo verde dos teus olhos
Eu consigo imaginar
A verdade no sorriso
Que só eu vou encontrar

Tu és fogo, ou tu és mansa
Que me acaba a esperança
Quando penso que criança
Eu não voltarei a ser

Posso hoje estar longe
Amanhã não saberei
Posso talvez te encontrar
Mas que não seja de lei

A ansiedade impera
Sobre o meu corpo libera
Horizonte de emoções
Que eu não posso segurar

Tudo por um instante
Uma pausa de alegria
Nesse louco dia-a-dia
Que hoje nos arredia

Espero-te assim formosa
Numa tarde gloriosa
Onde tu vais me amar
Como as cores da aurora


domingo, 17 de março de 2013

Alguém me diga...

Mas que saudade de sentir o teu calor
Esse segredo de envolver destes teus braços
Ouvir o andar silencioso dos seus passos
De preencher todo este caso de amor

Talvez eu diga que eu já me esqueci
Do teu olhar perfeito quanto me sorri
Esse sorriso seu que é cheio de esperança
Que sempre vinha me saudar como uma criança

Era perfeito acordar e ver você
Te dar um beijo daqueles bem carinhosos
E saber que todo tempo foi você
Foi você quem me fez ficar assim

Me fez ficar atento sempre a meu amor
A cuidar de quem me ama e me respeita
E estar sempre ao seu lado quando for
Saber que sempre estará a minha espreita

Espero que um dia eu possa ter de novo
O que eu tive nesses meses tão bonitos
Espero que alguém me diga como é
Que faço pra ter esse brilho novamente nos meus olhos

sábado, 16 de março de 2013

Ento ento, into into...

Dente de leite
Deleite, que tente
Essa serpente me diz que é você

Mato, que trato
Pedra no sapato
Sentar do teu lado e te conhecer

Penso que o vento
É lento e ostento
Que eu só nasci foi pra amar você

Pinto com tinto
E minto contigo
Que esses seus olhos vão me enlouquecer

Mas nesse mundo
Que tiro profundo
Tenho que fazer pra te convencer

Que foste na foice
Na tua janela
Acendo uma vela
Pra ter que vencer

Vitória na glória
Glória na derrota
Hoje teria em beijar você

quinta-feira, 14 de março de 2013

Poesia

Poesia, pra que te quero
Pra ser sincero eu quero ouvir-te noite e dia
Ouvir-te mesmo que sejas a heresia
Saber que tenho obrigação de ser sincero

A poesia nos presenteia com as palavras
Das sutilezas que a vida nos aguarda
Também traduz o pensamento da vanguarda
Sobre o que vi quando por aí andava

Nos mostra o fino da beleza das mulheres
Os sentimentos que elas trazem e preferem
Falar de amor como se fosse uma estória

Consigo ver cada pedaço de emoção
Que sai de dentro do autor apaixonado
Ou mesmo deste personagem encarnado

A poesia pode fazer viajar
Imaginar um mundo cheio de esperança
Fazer criança o adulto mais antigo
Pintar um mundo de alegria e bonança

Pode ser das mais regradas ou mais livres
O importante é que no poeta vive
Esse poder de ter a estória bem contada
E aguardar a reação de sua amada

Feliz dia da Poesia pra todos os que escrevem ou leem, espero que um dia nosso mundo valorize de novo a poesia em detrimento do que hoje vejo pelas ruas, a apologia ao fácil e a falta de poesia tanto nas músicas quanto nos livros, Viva Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, William Sheakspeare, Cecília Meirelles, Gregório de Matos e muitos outros!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Reincidência

Não creio que fiz de novo
O subconsciente me maltratou
E a reincidência do sonho
Com você me arrebatou

Era pra esquecer
Essa história bendita
Deixar a vida seguir
Pra tentar seguir a vida

Mas nele tu me respondes
Com um riso e um carinho
Aquela mensagem longíqua
Que um dia a ti eu dei

Será que isso significa
Alguma mensagem oculta
Pra que eu não mais desista
Ou é um sinal de que isso
Já deu o que tinha que dar

Vou voando ao léu fino
Querendo te encontrar
Mas que no meio do caminho
Eu venha a deleitar
Dos bons agouros mundanos

Saudade...

Saudades da minha terra
Daquele cheiro peculiar
Daquele friozinho gostoso
E a brisa solta pelo ar

Saudade da minha família
Daquele bolo da vó
Do cheiro de pão de ló

Saudade dos velhos amigos
Aqueles da sua infância
Aqueles que sempre estão lá
Na calmaria ou no perigo

Saudade de deitar na rede
De ouvir os pássaros cantando
Ouvir um violeiro rezando
Pra ter um pouquinho de paz

Saudade de subir na praça
Aquela voltinha ligeira
Só pra sentir o terreno

Saudade do sino da igreja
De uma moda sertaneja
E o galo me levantar

Hoje vivo na selva
Na selva de arranha-céus
Espero voltar lá pra terra
Que é doce como um santo mel

terça-feira, 12 de março de 2013

Finos traços

Queria tanto poder te contar
Que escrevo sobre você
Que você ia se encantar
Se um dia chegasse a ler

Talvez eu seja exagerado
Com os meus sentimentos
Feliz fico de apenas ter tentado
Aproveitar esses momentos

Com você foram bem poucos
Mas guardei lá na memória
Aqueles teus finos traços
Ficarão na minha história

Posso não mais te ver
Ou mesmo que isso demore
Apenas valeu a pena
Sentir uma vez seu toque

Não digo que isso é amor
Que isso, longe de mim
Mas não se exclui um sentimento
Que é tão formoso assim

Sentir é o que dá a vida
E a vida foi dada a mim
Por isso continuarei
Mesmo sem ter um fim

Cansaço...

Estou cansado, dessa minha juventude
De ver amigos se perdendo
Em caminhos tortuosos
Achando que nada ilude

Estou cansado de ver o mundo brigando
Pra ver quem é mais egoísta
Pra ver quem se perde de vista
E o resto se acomodando

Estou cansado de ter que tentar de novo
Ter que abraçar esse povo
Que só quer vida fácil

Eu me cansei de ver na rua mendigos
Daqueles que não tem abrigo
E vivem vagando nas ruas

Eu me cansei de ter que acordar todo dia
Lutar pelo que acredito
E ver que no meio do mundo
Tem gente querendo sangria

Eu me cansei, de ser politicamente correto
De tentar sempre fazer o certo
Esperando que o mundo repita

Eu quero é viver bem longe
De toda essa tragédia
Quero viver a comédia
Que os gênios me fizeram ver

Eu quero é que venha comigo
Viver nesse sono profundo
Onde tudo é fácil e tranquilo
E não é esse nosso mundo
Vazio...

Lírico eu, mistérios de um

Não me venha com ingratidão
Tu já deves ter feito conquistas
Tudo por minha culpa
Não por minha omissão

Posso ter te atrapalhado
Esporadicamente talvez
Mas nunca quis te machucar
Por um movimento errado

Hoje tu lutas contra mim
Tentando me desparecer
Achas que só trago problemas
Em ficar perto de ti

Não queres mostrar para elas
O quanto de mim já usou
Por muitas vezes te protegi
De quem nunca te amou

Só quero um agradecimento
Antes de me despedir
Sou sua timidez me caro
Eu sempre estive aqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mistérios de um eu lírico...

E lá estava eu, largada, perdida no mundo
Como um sopro de vento profundo
Que segue o seu destino
Sem saber para onde está indo

Tu, logo tu, me abandonastes ao léu
Sem a mínima preocupação (o mínimo zelo)
Se iria eu para o inferno
Ou pra perto do céu

Cheguei a pensar que era única
Lá nos seus tempos de colégio
Sempre em suas mãos
Pronta pra ser só sua

Mas isso nunca te importou
Mesmo que eu estivesse sempre ali
Pronta pra ouvir suas preces
Você ainda me maltratou

Agora estou em novas mãos
Mãos que zelam por mim
Que gostam de escrever o sim
E rechaçam a robusteza do não

Hoje descobri um novo mundo
Um mundo de oportunidades que não tinha
Quando estava ao seu lado
Brincando de Dama e Vagabundo

Ele é cuidadoso como um pai
Mas carinhoso como um amante
A escrita é fina e forte
Ali, sei que a peteca não cai

Mesmo sabendo disso tudo
Sei que um dia também me abandonarás
Porque a mim não pertence
O meu provável futuro

E eu só peço a Deus que me ajude com certeza
Que na próxima encarnação possa eu vir
Até no corpo de um perneta
Mas que nunca volte ao mundo
No carma de uma caneta


Galera, esse poema foi um desafio dado por um grande amigo, de escrever sob a perspectiva de uma caneta, mas com um eu lírico feminino, que possa ser interpretado tanto como uma caneta como uma mulher durante o poema, amanhã tem mais desse desafio, mas com outro eu lírico

Talvez o tempo passou...

Talvez você seja só um sopro de memória
Uma menina tão linda
Que se perdeu na história

Talvez seus lábios não sejam assim tão macios
Nem teu sorriso tão lindo
Nem teu olhar tão perfeito

Talvez eu tenha me perdido
Naqueles gestos tão carinhosos
Que a mim já foi concedido

Talvez a vida me ensine
Que assim não se pode fazer
Que o sentimento é efêmero
Assim como tudo que existe

Talvez o vento não traga
Você pra cá do meu lado
Mas digo valeu a pena
Apenas ter te encontrado

Afinal a vida é tão curta
E as possibilidades tão grandes
Que seria um grande pecado
Não te conhecer antes

Espero que sejas feliz
Aonde quer que esteja
E não dependas de mim
Pra ter o que tu desejas


domingo, 10 de março de 2013

Tempo

O tempo pode ser usado em seu benefício
Ou ao seu prejuízo
Pode fazer uma ferida cicatrizar
Ou um bom sentimento ser esquecido

Tudo isso depende das pessoas
Das suas ações e julgamentos
Da sua vontade de realizar coisas
De aproveitar os momentos

Sei que poderia ter feito mais
Ter corrido atrás
Daquele seu sorriso
Mas simplesmente cansei
De você não ter me ouvido

Cansei de esperar por ti
Por aquela mensagem, aquela resposta
Que podia me alegrar
E te trazer aqui

Será que o tempo vai mudar as coisas?
Vai trazer essa vontade de novo
Esse desejo de novo
De te ter pra mim

sexta-feira, 8 de março de 2013

Homenagem ao dia da mulher

Mulher é uma dádiva
Que Deus quis presentear
Aos pobres homens tolos
Que vivem a divagar

Mulher que te cuidou
Por anos da sua vida
Que aos prantos chorou
Na sua despedida

Ou pode ser também
A mulher que te incendeia
A ela lhe convém
Correr o sangue das veias

Mulher que te enlouquece
Ou te faz sorrir
Que as vezes se entristece
Por você deixar de vir

Mulher que você ama
E todos nós amamos
Mulher que tu aclama
Por dezenas de anos

Ela pode ser das bravas
Ou outras mais quietinhas
Mas ela nunca se esquece
De onde ela estava
Quando a ti se encontrou

Mulheres são presentes
Que temos que reverenciar
Pois sem elas não vivo
Sem elas não vou ficar

Parabéns Mulheres, hoje é só mais um de todos os dias das mulheres!

quinta-feira, 7 de março de 2013

O mundo!

O que aconteceu com esse mundo?
Está tudo de cabeça pra baixo
As crianças perdem seus sonhos
E os adultos terminam com os deles

Está tão inconcebível que nossos ídolos estão se matando
Como se fosse impossível conviver com essa ladainha
Minorias representadas por opressores
E os passarinhos continuam a cantar
Mas hoje cantam de tristeza

Estamos presos na gaiola do sistema
Sem poder resolver nossos problemas
Adiando nossa insatisfação
Atrapalhamos o resto da nação

Viramos insetos de um ecossistema rico
Rico de dinheiro, não de espitirualidade
Ou qualquer virtude

Estamos presos a viver o que dá
E o que dá fica cada vez menor
Temos que ir a luta
Procura o "Lugar ao sol"
E remar contra a maré
Porque hoje, o mar não está pra peixe

quarta-feira, 6 de março de 2013

É hora de parar

Estou desistindo dessa história
De tentar fazer me ouvir
Quem pouco se importa

Desisti de ser reserva
Pra momentos de solidão

Desisti de tentar convencer
Quem não quer ser convencida

Pra quê se martirizar perante a isso
Sendo que o mundo está cheio de outras soluções
Outros caminhos, que podem te dar ainda mais felicidade

Vou deixar a vida decidir
Se as decisões foram certas ou erradas
Deixar o destino dizer se realmente isso não me pertence

Deixarei seu sorriso na memória
E seus olhos verdes lá no fundo

Pra que um dia eu possa dizer que tentei
E que simplesmente a vida assim não quis

Espero te encontrar feliz
Por esses caminhos da vida
E dizer que ainda te admiro
Mas deixei de estar a sua procura

Homenagem a Chorão

A morte é imprevisível e inevitável
Arrebata as pessoas sem dizer onde e quando
E mostra que a vida tem que ser vivida
Pois a qualquer momento pode ser a sua hora

Chorão deixou letras e melodias
Que influenciaram uma juventude
Que fizeram a juventude sonhar
E permanecer no sonho

Ensinou que "Tem gente que desanda por falta de opção"
E "Quem é de verdade sabe quem é de mentira"
Ensinou que o amor é sim coisa de homem
E que você deve correr atrás do que quer

Chorão se indignou, protestou contra o que achou errado
E nunca deixou de dizer o que estava pensando
As suas verdades e pensamentos

Chorão foi um líder
Mesmo sem saber
Influenciou as pessoas a viver o sonho
Dizendo que "Existe sempre um outro jeito de se poder chegar"

Vá em Paz Chorão!

terça-feira, 5 de março de 2013

A vida

Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos os leitores pelas 1532 visualizações, não só atingir o número de 1500 como ultrapassar esse número em menos de 24 horas ter 150 visualizações, isso me deixa muito feliz, e é prova de que muitas pessoas estão gostando do que estão vendo, MUITO OBRIGADO!

E vamos ao poema de hoje, não é?

O mundo parece perverso
Te prende nas selvas de pedra
Como se fosse sua obrigação vencê-la
Te deixa refém ao dinheiro
E tudo o que provém deste capital

A vida é muito mais que um carro bonito
Ou a sua mansão na Zona Sul
A vida é um turbilhão de alegrias
Chegadas e partidas
Amores e desilusões

A vida é pedaço de terra
Parece até uma guerra
Mas pode te fazer feliz

A vida é sentar na calçada
Nos dias de fazer nada
E bater um papo cabeça

A vida é buscar um amor
Daqueles com fervor
E se perder no caminho

A vida é um projeto
Se não construir o seu teto
Um dia cai na sua cabeça

A vida é estar com amigos
Daqueles que queres contigo
Por toda a eternidade

A vida é superar obstáculos
Consultar o oráculo
E prever o futuro

A vida é viver, sofrer, correr
Quem sabe um dia amar
E não se arrepender

segunda-feira, 4 de março de 2013

Um dia hão de ouvir suas palavras...

Tu serás criticado, julgado, e talvez até ridicularizado
Mas não deverás abaixar a cabeça
Continuarás fazendo o que a ti foi concebido
E que os ventos tragam boas notícias

Nenhum homem que teve sucesso
Só viveu de glórias e aplausos
Muitos o tentaram derrubar
Riram do que dizia, escrevia ou pensava

Para esses basta desejar que um dia entendam
Entendam que muito se pode fazer
Quando se expande suas ideias
E que uma vez expandida
Nunca voltará ao estado natural


Pessoas limitadas não conseguem entender
A preguiça é maior que a vontade do saber
Porque ideias complexas são difíceis de entreter
Siga vivendo sua história, siga vivendo o "seu viver"


Um dia hão de ouvir suas palavras...

domingo, 3 de março de 2013

O que devo fazer?

Só queria uma palavra tua
Saber o que está pensando
Se ainda devo esperar
Ou simplesmente esquecer tudo isso

Dizer pra mim mesmo que foi um exagero
Que eu não deveria nem ter começado
E que você já tem seu outro alguém
E que eu não mereço me deleitar em teus verdes olhos

Que não mereço o teu sorriso
Todo alegre vindo em minha direção

Que na verdade você nunca pensou em nós dois
Que apenas tentou disfarçar
Pra não machucar ninguém

Como uma distância tão pequena pode se tornar tão grande?
Porque eu não estou aí, com você, agora?
Conversando sobre nossas vidas
E como elas se entrelaçaram
Conversando sobre o futuro
Ou simplesmente jogando conversa fora

Não precisava de mais nada
Pro meu dia ficar completo
Apenas suas palavras e a sua gargalhada
Soariam como música aos meus ouvidos

Escrever

Escrever é uma dádiva
Com a ponta do lápis
E do fundo do coração
Podemos expressar nossos sentimentos
Nossas emoções e angústias

Escrever nos deixa maiores
Como seres humanos
Que passam a vida inteira em busca de algo a mais
Aquele algo a mais que vai te deixar feliz

Escrever é só uma parte do que nosso maravilhoso cérebro pode fazer
Escrevo pra você, pra ela, pra todo mundo
Porque quero emocionar, encantar, te ganhar

Escrevo porque assim fui ensinado
No ombro de mestres da criação
Sei que não sou nada perto de algum deles
Mas isso só me dá ainda mais vontade de escrever

Quero ouvir aplausos e críticas
Quero ver sorriso e lágrimas
Por que o que é a vida sem emoção?
E o que é a palavra sem o coração?

Espero que um dia você me ouça
E aí dentro do seu coração
Me faça uma breve canção
Dizendo que hoje serás o que quiser
Independente do que a vida te der

sábado, 2 de março de 2013

Mundo Paralelo

Talvez o jeito seja esquecer
Nem que seja por um tempo
Que há um sentinemto aqui dentro
Que insiste em aparecer

Talvez seja melhor caminhar por esse mundo
Cometendo erros nada profundos
Apenas pra que a futilidade te substitua

Posso ter a paciência de um monge
Mas meu coração é de um ser humano
Ele bombeia sangue sem meu pedido
E por essa razão não posso me controlar

Queria poder viajar pra um mundo paralelo
Onde nada disse seria preciso
Onde você estivesse comigo
E eu com você

Lá sou feliz como um grande vencedor
Vencedor de uma vitória conquistada
Com o próprio suor, com as próprias mãos

Mas já que estamos por aqui
Vamos viver o que a vida nos oferecer
Vamos aproveitar os minutos distantes
Pra que a vida nos sorria então

sexta-feira, 1 de março de 2013

Criações Antigas - Minha Pequena

Galera, queria compartilhar um poema já antigo, um dos primeiros que escrevi, e por isso, 3 anos depois da primeira postagem no blog eu queria compartilhar com vocês.

Um Abraço, e continuem lendo o blog, se possível comentem com a opinião de vocês!


Minha pequena,
Você chegou de mansinho
Com toda a sua alegria
E com todo o carinho

Seus abraços me diziam tudo
Sem falar absolutamente nada
Seu olhar me parecia puro
E ao mesmo tempo parecia nada

Hoje tiro respostas que não queria
De momentos que quero esquecer
Coisas que mudaria
E que me ligam a você

Seja um olhar, uma palavra
Um gesto que demonstre
Que você também me ama
Mas o passado te traz medo

De ser a Minha Pequena