quarta-feira, 12 de junho de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Inevitável esquecimento

Juro que eu não queria
Mas vai ser inevitável
Eu te esquecer

Isso graças ao teu ímpeto
A essa falta de vontade
Em reconhecer
Que pra você também faz sentido
Essa coisa de querer

Talvez seja para o bem
Seja de um ou de nós dois
Mas queria muito ter comigo
O teu sorriso de manhã

Queria te ceder o meu colo
Para aqui você deitar
E ceder os meus braços
Pra você se lamentar

Queria ser o lado bom
Do seu dia e do seu lar
Aquilo que te faz sorrir
Sem querer, sem precisar

E agora só me resta procurar
Outra vez eu encontrar
Por aí outro sorriso
Que me venha a encantar

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um ser humanístico...

Extrovertido demais, "Egocêntrico"
Introvertido demais, "Mal educado"
Rico demais, "Malvado"
Pobre demais, "Sujo"

Pra que tabular o intabulável de nossas almas?
Somos todos seres humanos
Com seus erros e acertos
Qualidades e defeitos

Temos cada um a estrutura única e mágica
Que somente uma pessoa pode ter
Seus olhos são só seus, seus pensamentos também

Por que não amar mais ao invés de taxar demais?
Por que não viver sonhando em vez de criticando?
O sonho nos leva a um plano tão mais feliz, tão mais bonito
O sonho pode fazer o impossível se tornar possível,
O irrealizável em realizável

Sonhe, lute, acredite
No mundo só tem uma pessoa que pode acreditar mais em você do que no mundo
Você mesmo!
Portanto não tenha medo de ser ridicularizado, que seja
A vida é pra quem não tem medo de perder as fichas

domingo, 7 de abril de 2013

Os caminhos da vida...

E a vida vai passando,
E o futuro chegando,
O medo brotando

Alguns amigos passaram
Outros se apresentaram
Cada momento vivido
Tem que ser consagrado

Alguns amores deixaram
As suas marcas profundas
Mas nenhuma dessas marcas
Foi profunda o bastante
Pra te deixar sem coração

As oportunidades batem a porta,
E tu tentas agarrar
Mas o silêncio as vezes toma conta
Quando ficas a pensar

Onde estou? Pra onde vou? E o que devo fazer?
Ninguém irá te dizer o caminho
Ou a sua solução
Terás que encontrar sozinho
O seu rumo, sua paixão

Só resta a ti dedicar-se
E nunca se lamentar
Pelas batalhas perdidas
Ou as que vai enfrentar

sábado, 6 de abril de 2013

Pode ter certeza!

Você pode ter certeza....
Que tu foi o riso mais bonito e espontâneo que já vi
Como o bater das asas de um bem-te-vi

Você foi a luz do sol que passou por aqui
Numa tarde ensolarada que vivi

Você foi a esperança do renascimento
De um tipo de emoção que já não mais sentia

O poeta tinha sido torturado
Pelas perdas que o amor pode causar

Mas você trouxe de volta esse fardo
Que eu quero com vontade carregar

Eu só  quero ver você aproveitando
Do momento que eu vim te oferecer

Um pouquinho de amor e um prazer
De poder viver aqui bem do meu lado

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O barato do balacobaco

O barato do balacobaco
Se perdeu no meu sapato quando fui a caminhar

Eu encontrei os camaradas lá no bar
Pra beber uma cerveja e aprender a viajar

Mas não sabia que na vida da cotia
Quem se perde assovia e espera alguém achar

Acha branco, acha preto, acha amarelo
Só não acha meu chinelo quando eu quiser usar

Mas eu uso teu amor como um estepe
Lembro a vida de muleque que só vive a brincar

Brinco rico, brinco pobre
Só na vida não dou mole pra quem quer me derrubar

E derrubo os gigantes da colina
Quando chego lá emcima já não quero mais voltar

Volto hoje, amanhã ou anteontem
Pra mostrar que sou um homem que tu tens que respeitar

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O idiota!

Idiota, o gênio da idiotice
Não conseguiríamos viver sem ele
O suprasumo da babaquice mundial

Esse que te deixa louco com as palavras que diz
As tristes palavras erradas que saem da boca

Um dia já fomos idiotas
E sempre idiota haverá
Por todo canto que tu passarás

Mas não importa, o importante é importar o idiota
Importar idiota estrangeiro é mais bonito
Mais vistoso, não é?

Viva os idiotas, os que fazem a gente pensar que somos superiores
De uma raça humana tão precária
Tão ignorante que valoriza o idiota

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O poeta eterno

A vida passa tão rápido
E eu aqui, ainda sem você
Juro que fiz por merecer
Que você estivesse ao meu lado

Ela é tão depressa, ora essa
Mas que pressa é essa?
De ser tão perversa
Pra quem só quer sorrir

Cada minuto é precioso
Mais que bondoso, da sua parte
Viver na arte de ser feliz

Porque na arte se faz perfeito
De um fino jeito
Que só o artista, pode entender

Viver vivida, ou esquecida
Aquela peça que eu preguei

Preguei na morte uma linda peça
Pois morrerei sem ter morrido
Pois viverei quando morrer
Pois é eterno meu escrever

Quem deixa o mundo a poesia
Não saberá qual seja o dia
Que a morte está ali por vir
Será eterno o seu retrato
Do seu amor que a ti mostrou

terça-feira, 2 de abril de 2013

A tentativa de ser perfeito

Um desafio te renova a cada dia
Transforma a rotina em melodia
E te põe frente a frente com a verdade

A verdade que está presa nos seus olhos
Na sua fala que se guarda em cadeado
E se perde se não for requisitada

Você quer mudar o mundo do seu jeito
Procurando se tornar um ser perfeito
Longe de todos defeitos dos humanos

Queres ser um ser superior
Cheio de glórias e louvor
Pra que alguém possa chamar você de ídolo
E se orgulhar de ter nascido em seu tempo

Você pode acreditar que é capaz
Só sentir que a força toda é tu quem traz
De levar a vida assim tão desafiadora

Quero ver você subindo em seu palco
Iluminando todos ao seu redor
Com os pensamentos seus de fino trato
Pra mostrar o mundo quem és tu de verdade

domingo, 31 de março de 2013

Meu guia

Tu és meu guia
O que ilumina a luz do dia
No alvorecer dessa nova jornada

Tu me orgulha
Me ajuda e muda meus pensamentos
Em meus momentos de indecisão

Me deixa livre pra decidir
Se certo ou não viver assim
E ter que errar pra aprender

Eu agradeço cada segundo
Da dedicação que tens no mundo
Pra que eu seja mais responsável
Que eu me torne um grande homem

Que a vida siga nos ensinando
Que não bastará o ser humano
Querer mudar pros ser mundando
Se a mudança não vir de dentro

sábado, 30 de março de 2013

Lua!

Lua, que ilumina a escura rua
Que perpetua
Que diz que é sua
Mas é de todos

De todos os apaixonados
Que vagam vagos
Por entre as ruas de uma cidade qualquer

Que andam pensando em sua mulher
Naquela moça tão frágil
Que ele quis conhecer

Teve que aceitar a pindura
De ter que viver na amargura
De esperar essa linda mulher
Em uma noite qualquer

Esperar o teu beijo tão doce
Por uma só vez que fosse
Sentir esses lábios cálidos
Perto dos dele também

A lua acalma as almas
De quem vive sem calma
Esperando um dia melhor
Depois que teu corpo dormir

quinta-feira, 28 de março de 2013

A surpresa me fascina!

Esse seu olhar parece tão distante
E ao mesmo tempo aqui a meu lado
E renego ofegante
A esses seus maus tratos

Pra que esperar o teus verdes olhos
Pintarem o meu céu
Se posso viver outros olhos
Sentindo o gosto do fel

Queria te encontrar sem compromisso
Te achar no meio da multidão
Sem ser planejado, sem ser esperado
A surpresa me fascina

Me fascina como sua voz
A sua risada, e o toque da sua pele
Delicada e vistosa
Forte e sagaz
Fazendo pouco caso deste rapaz

Quero mesmo é te encontrar no lago
Pra tu me fazeres gato e sapato
E deliciar sua boca a minha
E quero te imaginar sozinha
Me esperando linda e livre


Dor

A dor, mecanismo de proteção
De devoção ou inibição
Sentimo-a com temor
Pois temos medo do que é ruim

A dor pode ensinar, te preservar
Da morte, da sorte, ou do azar

A dor que pra alguns é prazerosa
Mostra o lado frágil que existe em nós
Numa luta gloriosa

Dor que te golpeia
Te desnorteia
E te cobre de preocupação

Te mostra a face da tristeza
Sendo externa ou interna
A dor machuca, te pune
E você luta, contra essa triste labuta

Te desejo o fim da dor
Uma sombra com frescor
E o alvorecer da felicidade
Vem viver o lado sem dor da vida!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Chuva!

A chuva, pingos de água que caem do céu
Brilham sombrias feito um mausoléu
Esperando limpar toda essa sujeira
Que os nossos corpos insistem em ter

Chuva de pedra, de água e de flor
Quero que sinta comigo amor
A cachoeira dos meus sentimentos
Cair sobre ela com tanto louvor

Chuva que alimenta e que mata
Chuva que é vida mais é muito ingrata
Nos desacelera no meio da mata
E derruba as casas de quem só trabalha

Chuva que te faz querer ficar na cama
Dormir com o edredom durante uma semana
E passar bem longe de se levantar

Chuva que maltrata, mas que é esperada
Por quem já passou pela seca braba
E ninguém duvida que ela não ter
Que agradar Gregos e Troianos também

Vem molhar ó chuva, seu humilde servo
Vara de marmelo, vai bater na gente
Mas que sufocante é viver sem ti
Sem uma janela para eu abrir

Que pedaço findo, de amor chuvoso
Quero estar protegido, desse raivoso
Que me venha tarde, mas que caia lenta
Pra poder aproveitar, chuva que orienta!

terça-feira, 26 de março de 2013

Aqui do lado...

A distância é um pedaço de caminho, bem curtinho
Mas que toma proporções imediatas
Quando nessa vida nossa tão ingrata
Queremos nos encontrar bem rapidinho

Pode ser aqui do lado ou lá bem longe
Não existe um só lugar que se esconde
De um sentimento que não dá pra segurar

Você sabe, fiz de tudo pra esquecer
Pra deixar a vida se prevalecer
E continuar nessa busca infinita
Por essa sua feição que é tão bonita

Procurei por lagos fundos infinitos
Percebendo que não há nada nesse mundo
Que fará você ficar perto de mim

A não ser que eu desista do meu mundo
E corra logo pros seus braços tão singelos
Que me acorde com seu vestido amarelo
Como um girassol que brilha na manhã

Isso é tudo que eu podia te dizer
Amanhã não saberei, mas vai saber
Se um dia encontrar outra resposta
Por favor, bata aqui na minha porta

segunda-feira, 25 de março de 2013

Essa sua astrologia...

Essa sua astrologia
Me parece astronomia
Quando tanto me judia
Com seus termos tão arcaicos

Não entendo, não consigo
Compreender como é que pode
Um ser humano tão forte
Viver tão frágil por isso

Se deixar influenciar
Por uma alma mal quista
Uma que some de vista
Se eu for a procurar

Quero hoje te saldar
Te dar flores de alegria
Contemplar sua rebelia
E nesses campos andar

Sei que tu és minha amada
No ponto de uma cruzada
Uma busca incessante
Por um futuro brilhante

Vem comigo, vem segura
Quero ver até quando dura
Essa sua insistência
De que és não mais de ninguém
A não ser de você mesma

domingo, 24 de março de 2013

Renovações...

Ah, mas que delícia
Viver essa esperança de novo
Porque já dizia o poeta
É mais fácil acreditar no novo
Do que desistir do velho

Esperar de novo aquele sorriso
Aquele gesto singelo
Saber que correr o risco
Pode ser um flagelo

Mas que no final das contas
Seu riso vai me abraçar
Seus olhos vão brilhar
E eu estarei com você

Estarei com tu minha querida
Naquela estrada bem vinda
Dos nossos corpos tão frágeis

Quero que a dor vá embora
De qualquer momento presente
E que  o futuro celebre
O aqui se vigora

sábado, 23 de março de 2013

Correndo devagarinho...

E tudo pode parecer piegas
Um tanto Las Vegas
Pra quem procura
Aquela vida dura

Deixamos de lado, o prazer soberano
De viver tantos anos
Ouvindo LP's e tomando um café
Ao toque da brisa na sua varanda

Queremos que o tempo passe devagar
Mas aceleramos o mundo
No nosso andar

Pensamos pequeno, pensando grande
Correndo de um lado pro outro
Ao som da campainha irritante

Pensamos ser majestosos
Num mundo de invejosos
Buscando o dinheiro a qualquer custo
Mesmo que seja no susto
Mesmo que seja no braço

Quero um sorriso sincero
Uma casinha de esmero
"Na rua dos bobos, número zero"

sexta-feira, 22 de março de 2013

ÁGUA

Água de beber
Água de viver
Água de matar
Água de morrer

Mata sua sede
Embeleza a vida
Joga na parede
A contrapartida

Água que te encanta
Que te falta tanto
Nas secas malditas
Que fez o ser humano

O ser que destrói, constrói e corrói
O ser que pensa que é eterno
Me diz que é fraterno
Mas deixa acontecer

Eu quero a minha água
Limpa, incolor e indolor
Saindo da minha torneira

Eu quero e não arredo o pé
Enquanto ela não vier
Trazendo a potabilidade

Eu quero a vida fresquinha
Na sombra da fazendinha
Jorrando de uma mina
A minha água limpinha



quinta-feira, 21 de março de 2013

O Poeta e a Poesia

Não sei posso me taxar como poeta
Mas o que sei é que sinto como um
Tudo na cabeça de um poeta é mais intenso
Tudo na vida deste ser é mais bonito
É mais colorido ou mais cinzento
O poeta vive dia e noite a palavra
Vive a vida imaginando as histórias
Contando pra quem quiser escutar as suas peripécias
O amor daquela moça, o andar daquela bela
O poeta vê emoção dentro do olhar
A alegria do sorriso, e a beleza da natureza
O poeta é gentil, amoroso e bondoso
Mas o poeta não sabe como amar
Ele só sabe descrever o amor
Nem que seja o amor de outra pessoa
O poeta é platônico, eufórico e alegórico
Gosta de mostra ao mundo o seu encanto
Pelas belas curvas de uma mulher
Ou pelos belos gestos dos homens
O poeta também é feito de carne e osso
Ele sofre, muito ou pouco, mas sofre
Ele gosta de reconfortar, afagar
A quem queira ouvir suas palavras
A palavra, que elogia e maltrata
Que traz vida a personagem
De que você idolatra
O poeta sempre ama
A quem quer que seja ela
Porque no amor vive o poeta
E no amor vai morrer

quarta-feira, 20 de março de 2013

O canto do rouxinol

Posso não ter te vivido
Ou ao menos experimentado
Mas sei que o futuro é incerto
E tudo pode acontecer

Nunca irei desistir
Do que sempre procurei
Ter o orgulho de ir
Aonde sempre te achei

Quero um momento incerto
Daqueles que o coração dispara
No ritmo completo
De uma canção bem clara

Ouvimos com muito cuidado
O canto do rouxinol
Pois nele se encontra o ditado
De um amanhã bem melhor

Seguimos pra sempre adiante
Em busca da felicidade
De um sentimento fraterno
Que quero que alguém te cante

Minha linda pequenina

Minha linda pequenina
Tua boca me domina
Tua pele me instiga
A tocar-te com estima

Pelo verde dos teus olhos
Eu consigo imaginar
A verdade no sorriso
Que só eu vou encontrar

Tu és fogo, ou tu és mansa
Que me acaba a esperança
Quando penso que criança
Eu não voltarei a ser

Posso hoje estar longe
Amanhã não saberei
Posso talvez te encontrar
Mas que não seja de lei

A ansiedade impera
Sobre o meu corpo libera
Horizonte de emoções
Que eu não posso segurar

Tudo por um instante
Uma pausa de alegria
Nesse louco dia-a-dia
Que hoje nos arredia

Espero-te assim formosa
Numa tarde gloriosa
Onde tu vais me amar
Como as cores da aurora


domingo, 17 de março de 2013

Alguém me diga...

Mas que saudade de sentir o teu calor
Esse segredo de envolver destes teus braços
Ouvir o andar silencioso dos seus passos
De preencher todo este caso de amor

Talvez eu diga que eu já me esqueci
Do teu olhar perfeito quanto me sorri
Esse sorriso seu que é cheio de esperança
Que sempre vinha me saudar como uma criança

Era perfeito acordar e ver você
Te dar um beijo daqueles bem carinhosos
E saber que todo tempo foi você
Foi você quem me fez ficar assim

Me fez ficar atento sempre a meu amor
A cuidar de quem me ama e me respeita
E estar sempre ao seu lado quando for
Saber que sempre estará a minha espreita

Espero que um dia eu possa ter de novo
O que eu tive nesses meses tão bonitos
Espero que alguém me diga como é
Que faço pra ter esse brilho novamente nos meus olhos

sábado, 16 de março de 2013

Ento ento, into into...

Dente de leite
Deleite, que tente
Essa serpente me diz que é você

Mato, que trato
Pedra no sapato
Sentar do teu lado e te conhecer

Penso que o vento
É lento e ostento
Que eu só nasci foi pra amar você

Pinto com tinto
E minto contigo
Que esses seus olhos vão me enlouquecer

Mas nesse mundo
Que tiro profundo
Tenho que fazer pra te convencer

Que foste na foice
Na tua janela
Acendo uma vela
Pra ter que vencer

Vitória na glória
Glória na derrota
Hoje teria em beijar você

quinta-feira, 14 de março de 2013

Poesia

Poesia, pra que te quero
Pra ser sincero eu quero ouvir-te noite e dia
Ouvir-te mesmo que sejas a heresia
Saber que tenho obrigação de ser sincero

A poesia nos presenteia com as palavras
Das sutilezas que a vida nos aguarda
Também traduz o pensamento da vanguarda
Sobre o que vi quando por aí andava

Nos mostra o fino da beleza das mulheres
Os sentimentos que elas trazem e preferem
Falar de amor como se fosse uma estória

Consigo ver cada pedaço de emoção
Que sai de dentro do autor apaixonado
Ou mesmo deste personagem encarnado

A poesia pode fazer viajar
Imaginar um mundo cheio de esperança
Fazer criança o adulto mais antigo
Pintar um mundo de alegria e bonança

Pode ser das mais regradas ou mais livres
O importante é que no poeta vive
Esse poder de ter a estória bem contada
E aguardar a reação de sua amada

Feliz dia da Poesia pra todos os que escrevem ou leem, espero que um dia nosso mundo valorize de novo a poesia em detrimento do que hoje vejo pelas ruas, a apologia ao fácil e a falta de poesia tanto nas músicas quanto nos livros, Viva Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, William Sheakspeare, Cecília Meirelles, Gregório de Matos e muitos outros!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Reincidência

Não creio que fiz de novo
O subconsciente me maltratou
E a reincidência do sonho
Com você me arrebatou

Era pra esquecer
Essa história bendita
Deixar a vida seguir
Pra tentar seguir a vida

Mas nele tu me respondes
Com um riso e um carinho
Aquela mensagem longíqua
Que um dia a ti eu dei

Será que isso significa
Alguma mensagem oculta
Pra que eu não mais desista
Ou é um sinal de que isso
Já deu o que tinha que dar

Vou voando ao léu fino
Querendo te encontrar
Mas que no meio do caminho
Eu venha a deleitar
Dos bons agouros mundanos

Saudade...

Saudades da minha terra
Daquele cheiro peculiar
Daquele friozinho gostoso
E a brisa solta pelo ar

Saudade da minha família
Daquele bolo da vó
Do cheiro de pão de ló

Saudade dos velhos amigos
Aqueles da sua infância
Aqueles que sempre estão lá
Na calmaria ou no perigo

Saudade de deitar na rede
De ouvir os pássaros cantando
Ouvir um violeiro rezando
Pra ter um pouquinho de paz

Saudade de subir na praça
Aquela voltinha ligeira
Só pra sentir o terreno

Saudade do sino da igreja
De uma moda sertaneja
E o galo me levantar

Hoje vivo na selva
Na selva de arranha-céus
Espero voltar lá pra terra
Que é doce como um santo mel

terça-feira, 12 de março de 2013

Finos traços

Queria tanto poder te contar
Que escrevo sobre você
Que você ia se encantar
Se um dia chegasse a ler

Talvez eu seja exagerado
Com os meus sentimentos
Feliz fico de apenas ter tentado
Aproveitar esses momentos

Com você foram bem poucos
Mas guardei lá na memória
Aqueles teus finos traços
Ficarão na minha história

Posso não mais te ver
Ou mesmo que isso demore
Apenas valeu a pena
Sentir uma vez seu toque

Não digo que isso é amor
Que isso, longe de mim
Mas não se exclui um sentimento
Que é tão formoso assim

Sentir é o que dá a vida
E a vida foi dada a mim
Por isso continuarei
Mesmo sem ter um fim

Cansaço...

Estou cansado, dessa minha juventude
De ver amigos se perdendo
Em caminhos tortuosos
Achando que nada ilude

Estou cansado de ver o mundo brigando
Pra ver quem é mais egoísta
Pra ver quem se perde de vista
E o resto se acomodando

Estou cansado de ter que tentar de novo
Ter que abraçar esse povo
Que só quer vida fácil

Eu me cansei de ver na rua mendigos
Daqueles que não tem abrigo
E vivem vagando nas ruas

Eu me cansei de ter que acordar todo dia
Lutar pelo que acredito
E ver que no meio do mundo
Tem gente querendo sangria

Eu me cansei, de ser politicamente correto
De tentar sempre fazer o certo
Esperando que o mundo repita

Eu quero é viver bem longe
De toda essa tragédia
Quero viver a comédia
Que os gênios me fizeram ver

Eu quero é que venha comigo
Viver nesse sono profundo
Onde tudo é fácil e tranquilo
E não é esse nosso mundo
Vazio...

Lírico eu, mistérios de um

Não me venha com ingratidão
Tu já deves ter feito conquistas
Tudo por minha culpa
Não por minha omissão

Posso ter te atrapalhado
Esporadicamente talvez
Mas nunca quis te machucar
Por um movimento errado

Hoje tu lutas contra mim
Tentando me desparecer
Achas que só trago problemas
Em ficar perto de ti

Não queres mostrar para elas
O quanto de mim já usou
Por muitas vezes te protegi
De quem nunca te amou

Só quero um agradecimento
Antes de me despedir
Sou sua timidez me caro
Eu sempre estive aqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mistérios de um eu lírico...

E lá estava eu, largada, perdida no mundo
Como um sopro de vento profundo
Que segue o seu destino
Sem saber para onde está indo

Tu, logo tu, me abandonastes ao léu
Sem a mínima preocupação (o mínimo zelo)
Se iria eu para o inferno
Ou pra perto do céu

Cheguei a pensar que era única
Lá nos seus tempos de colégio
Sempre em suas mãos
Pronta pra ser só sua

Mas isso nunca te importou
Mesmo que eu estivesse sempre ali
Pronta pra ouvir suas preces
Você ainda me maltratou

Agora estou em novas mãos
Mãos que zelam por mim
Que gostam de escrever o sim
E rechaçam a robusteza do não

Hoje descobri um novo mundo
Um mundo de oportunidades que não tinha
Quando estava ao seu lado
Brincando de Dama e Vagabundo

Ele é cuidadoso como um pai
Mas carinhoso como um amante
A escrita é fina e forte
Ali, sei que a peteca não cai

Mesmo sabendo disso tudo
Sei que um dia também me abandonarás
Porque a mim não pertence
O meu provável futuro

E eu só peço a Deus que me ajude com certeza
Que na próxima encarnação possa eu vir
Até no corpo de um perneta
Mas que nunca volte ao mundo
No carma de uma caneta


Galera, esse poema foi um desafio dado por um grande amigo, de escrever sob a perspectiva de uma caneta, mas com um eu lírico feminino, que possa ser interpretado tanto como uma caneta como uma mulher durante o poema, amanhã tem mais desse desafio, mas com outro eu lírico

Talvez o tempo passou...

Talvez você seja só um sopro de memória
Uma menina tão linda
Que se perdeu na história

Talvez seus lábios não sejam assim tão macios
Nem teu sorriso tão lindo
Nem teu olhar tão perfeito

Talvez eu tenha me perdido
Naqueles gestos tão carinhosos
Que a mim já foi concedido

Talvez a vida me ensine
Que assim não se pode fazer
Que o sentimento é efêmero
Assim como tudo que existe

Talvez o vento não traga
Você pra cá do meu lado
Mas digo valeu a pena
Apenas ter te encontrado

Afinal a vida é tão curta
E as possibilidades tão grandes
Que seria um grande pecado
Não te conhecer antes

Espero que sejas feliz
Aonde quer que esteja
E não dependas de mim
Pra ter o que tu desejas


domingo, 10 de março de 2013

Tempo

O tempo pode ser usado em seu benefício
Ou ao seu prejuízo
Pode fazer uma ferida cicatrizar
Ou um bom sentimento ser esquecido

Tudo isso depende das pessoas
Das suas ações e julgamentos
Da sua vontade de realizar coisas
De aproveitar os momentos

Sei que poderia ter feito mais
Ter corrido atrás
Daquele seu sorriso
Mas simplesmente cansei
De você não ter me ouvido

Cansei de esperar por ti
Por aquela mensagem, aquela resposta
Que podia me alegrar
E te trazer aqui

Será que o tempo vai mudar as coisas?
Vai trazer essa vontade de novo
Esse desejo de novo
De te ter pra mim

sexta-feira, 8 de março de 2013

Homenagem ao dia da mulher

Mulher é uma dádiva
Que Deus quis presentear
Aos pobres homens tolos
Que vivem a divagar

Mulher que te cuidou
Por anos da sua vida
Que aos prantos chorou
Na sua despedida

Ou pode ser também
A mulher que te incendeia
A ela lhe convém
Correr o sangue das veias

Mulher que te enlouquece
Ou te faz sorrir
Que as vezes se entristece
Por você deixar de vir

Mulher que você ama
E todos nós amamos
Mulher que tu aclama
Por dezenas de anos

Ela pode ser das bravas
Ou outras mais quietinhas
Mas ela nunca se esquece
De onde ela estava
Quando a ti se encontrou

Mulheres são presentes
Que temos que reverenciar
Pois sem elas não vivo
Sem elas não vou ficar

Parabéns Mulheres, hoje é só mais um de todos os dias das mulheres!

quinta-feira, 7 de março de 2013

O mundo!

O que aconteceu com esse mundo?
Está tudo de cabeça pra baixo
As crianças perdem seus sonhos
E os adultos terminam com os deles

Está tão inconcebível que nossos ídolos estão se matando
Como se fosse impossível conviver com essa ladainha
Minorias representadas por opressores
E os passarinhos continuam a cantar
Mas hoje cantam de tristeza

Estamos presos na gaiola do sistema
Sem poder resolver nossos problemas
Adiando nossa insatisfação
Atrapalhamos o resto da nação

Viramos insetos de um ecossistema rico
Rico de dinheiro, não de espitirualidade
Ou qualquer virtude

Estamos presos a viver o que dá
E o que dá fica cada vez menor
Temos que ir a luta
Procura o "Lugar ao sol"
E remar contra a maré
Porque hoje, o mar não está pra peixe

quarta-feira, 6 de março de 2013

É hora de parar

Estou desistindo dessa história
De tentar fazer me ouvir
Quem pouco se importa

Desisti de ser reserva
Pra momentos de solidão

Desisti de tentar convencer
Quem não quer ser convencida

Pra quê se martirizar perante a isso
Sendo que o mundo está cheio de outras soluções
Outros caminhos, que podem te dar ainda mais felicidade

Vou deixar a vida decidir
Se as decisões foram certas ou erradas
Deixar o destino dizer se realmente isso não me pertence

Deixarei seu sorriso na memória
E seus olhos verdes lá no fundo

Pra que um dia eu possa dizer que tentei
E que simplesmente a vida assim não quis

Espero te encontrar feliz
Por esses caminhos da vida
E dizer que ainda te admiro
Mas deixei de estar a sua procura

Homenagem a Chorão

A morte é imprevisível e inevitável
Arrebata as pessoas sem dizer onde e quando
E mostra que a vida tem que ser vivida
Pois a qualquer momento pode ser a sua hora

Chorão deixou letras e melodias
Que influenciaram uma juventude
Que fizeram a juventude sonhar
E permanecer no sonho

Ensinou que "Tem gente que desanda por falta de opção"
E "Quem é de verdade sabe quem é de mentira"
Ensinou que o amor é sim coisa de homem
E que você deve correr atrás do que quer

Chorão se indignou, protestou contra o que achou errado
E nunca deixou de dizer o que estava pensando
As suas verdades e pensamentos

Chorão foi um líder
Mesmo sem saber
Influenciou as pessoas a viver o sonho
Dizendo que "Existe sempre um outro jeito de se poder chegar"

Vá em Paz Chorão!

terça-feira, 5 de março de 2013

A vida

Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos os leitores pelas 1532 visualizações, não só atingir o número de 1500 como ultrapassar esse número em menos de 24 horas ter 150 visualizações, isso me deixa muito feliz, e é prova de que muitas pessoas estão gostando do que estão vendo, MUITO OBRIGADO!

E vamos ao poema de hoje, não é?

O mundo parece perverso
Te prende nas selvas de pedra
Como se fosse sua obrigação vencê-la
Te deixa refém ao dinheiro
E tudo o que provém deste capital

A vida é muito mais que um carro bonito
Ou a sua mansão na Zona Sul
A vida é um turbilhão de alegrias
Chegadas e partidas
Amores e desilusões

A vida é pedaço de terra
Parece até uma guerra
Mas pode te fazer feliz

A vida é sentar na calçada
Nos dias de fazer nada
E bater um papo cabeça

A vida é buscar um amor
Daqueles com fervor
E se perder no caminho

A vida é um projeto
Se não construir o seu teto
Um dia cai na sua cabeça

A vida é estar com amigos
Daqueles que queres contigo
Por toda a eternidade

A vida é superar obstáculos
Consultar o oráculo
E prever o futuro

A vida é viver, sofrer, correr
Quem sabe um dia amar
E não se arrepender

segunda-feira, 4 de março de 2013

Um dia hão de ouvir suas palavras...

Tu serás criticado, julgado, e talvez até ridicularizado
Mas não deverás abaixar a cabeça
Continuarás fazendo o que a ti foi concebido
E que os ventos tragam boas notícias

Nenhum homem que teve sucesso
Só viveu de glórias e aplausos
Muitos o tentaram derrubar
Riram do que dizia, escrevia ou pensava

Para esses basta desejar que um dia entendam
Entendam que muito se pode fazer
Quando se expande suas ideias
E que uma vez expandida
Nunca voltará ao estado natural


Pessoas limitadas não conseguem entender
A preguiça é maior que a vontade do saber
Porque ideias complexas são difíceis de entreter
Siga vivendo sua história, siga vivendo o "seu viver"


Um dia hão de ouvir suas palavras...

domingo, 3 de março de 2013

O que devo fazer?

Só queria uma palavra tua
Saber o que está pensando
Se ainda devo esperar
Ou simplesmente esquecer tudo isso

Dizer pra mim mesmo que foi um exagero
Que eu não deveria nem ter começado
E que você já tem seu outro alguém
E que eu não mereço me deleitar em teus verdes olhos

Que não mereço o teu sorriso
Todo alegre vindo em minha direção

Que na verdade você nunca pensou em nós dois
Que apenas tentou disfarçar
Pra não machucar ninguém

Como uma distância tão pequena pode se tornar tão grande?
Porque eu não estou aí, com você, agora?
Conversando sobre nossas vidas
E como elas se entrelaçaram
Conversando sobre o futuro
Ou simplesmente jogando conversa fora

Não precisava de mais nada
Pro meu dia ficar completo
Apenas suas palavras e a sua gargalhada
Soariam como música aos meus ouvidos

Escrever

Escrever é uma dádiva
Com a ponta do lápis
E do fundo do coração
Podemos expressar nossos sentimentos
Nossas emoções e angústias

Escrever nos deixa maiores
Como seres humanos
Que passam a vida inteira em busca de algo a mais
Aquele algo a mais que vai te deixar feliz

Escrever é só uma parte do que nosso maravilhoso cérebro pode fazer
Escrevo pra você, pra ela, pra todo mundo
Porque quero emocionar, encantar, te ganhar

Escrevo porque assim fui ensinado
No ombro de mestres da criação
Sei que não sou nada perto de algum deles
Mas isso só me dá ainda mais vontade de escrever

Quero ouvir aplausos e críticas
Quero ver sorriso e lágrimas
Por que o que é a vida sem emoção?
E o que é a palavra sem o coração?

Espero que um dia você me ouça
E aí dentro do seu coração
Me faça uma breve canção
Dizendo que hoje serás o que quiser
Independente do que a vida te der

sábado, 2 de março de 2013

Mundo Paralelo

Talvez o jeito seja esquecer
Nem que seja por um tempo
Que há um sentinemto aqui dentro
Que insiste em aparecer

Talvez seja melhor caminhar por esse mundo
Cometendo erros nada profundos
Apenas pra que a futilidade te substitua

Posso ter a paciência de um monge
Mas meu coração é de um ser humano
Ele bombeia sangue sem meu pedido
E por essa razão não posso me controlar

Queria poder viajar pra um mundo paralelo
Onde nada disse seria preciso
Onde você estivesse comigo
E eu com você

Lá sou feliz como um grande vencedor
Vencedor de uma vitória conquistada
Com o próprio suor, com as próprias mãos

Mas já que estamos por aqui
Vamos viver o que a vida nos oferecer
Vamos aproveitar os minutos distantes
Pra que a vida nos sorria então

sexta-feira, 1 de março de 2013

Criações Antigas - Minha Pequena

Galera, queria compartilhar um poema já antigo, um dos primeiros que escrevi, e por isso, 3 anos depois da primeira postagem no blog eu queria compartilhar com vocês.

Um Abraço, e continuem lendo o blog, se possível comentem com a opinião de vocês!


Minha pequena,
Você chegou de mansinho
Com toda a sua alegria
E com todo o carinho

Seus abraços me diziam tudo
Sem falar absolutamente nada
Seu olhar me parecia puro
E ao mesmo tempo parecia nada

Hoje tiro respostas que não queria
De momentos que quero esquecer
Coisas que mudaria
E que me ligam a você

Seja um olhar, uma palavra
Um gesto que demonstre
Que você também me ama
Mas o passado te traz medo

De ser a Minha Pequena

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Hipérbole

É uma tortura ficar aqui esperando
Por aquela resposta simples
Por aquele ansejo seu

É difícil dizer o quanto as horas passam devagar
Enquanto tu não me respondes
É duro saber que pode não dar em nada
Todo esse sentimento guardado

O exagero faz parte da vida hiperbólica
Mas o que mais é a vida do que uma hipérbole
Uma hipérbole do que pensamos e sentimos

Sonhar e ter você ali
Mas acordar e não ter você por perto
É como ver o Sol, mas o ver fugir pelas montanhas
É como ter a certeza do que quer
Mas se perder no meio do caminho

Peço que me ouça
Ao menos por alguns segundos
Pois se me escutar
Te mostrarei o mundo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Efêmero sou

A efemeridade do tempo nos revela 
O quanto é importante permanecer vivo
Permanecer buscando a felicidade
Enquanto nos trombamos com o destino

O destino pode aprontar o que for
Estarei sempre em busca de ti minha flor
Você pode até não saber
O poder que tem em mim
Mas ele está presente, a cada hora, a cada minuto

Não sei como isso aconteceu
Meu tempo em sua presença foi curto
Mas o suficiente, pra me fazer suspirar

Posso estar exagerando
Mas o que mais é a vida se não uma reação hiperbólica a nossas emoções
Quero te ver por aí
Pra confrontar o que aqui dentro me permeia
Ou mostrar que não passa de ilusão

Sei que posso fazer o meu destino
Mas o acaso não existe minha flor
Que os dois poderes se unam
E decidam nosso futuro

Amor a Ribeirão

Os anos se passam tão rápido
Parece ontem que eu pisava pela primeira vez...
Em terras Ribeirão Pretanas
E sentia essa hospitalidade que apaixonado por ti me fez

Conheci amigos de verdade
Pessoas que me ensinaram a viver
Aqui fui e sou feliz

Sinto que nem em um milhão de anos
Poderia ter feito escolha mais certa
Do que viver nessa cidade

Sinto que as palavras podem ser esquecidas
Mas as experiências ficarão pra sempre na memória
Essa experiência está acabando aos poucos
E eu já sinto no peito a saudade que irá deixar

Viveremos sempre com isso em mente
Com a luz de seus arranha-céus
E a cerveja de seus bares
Obrigado por me acolher, Ribeirão!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Destino

E as peripécias do destino o fizeram acreditar que era possível, e que aquilo estava escrito, e pelo mesmo motivo, continuou a lutar!

Precipitação

Talvez eu tenha me precipitado
Em achar que alguma coisa existia entre nós
Talvez pensei de menos
E senti demais

Fui arrebatado por um horizonte de emoções
Que me fizeram meter os pés pelas mãos
Talvez a ansiedade e a vontade de te ter
Me deixaram cego a não ver
Que nossas vidas ainda não estão conectadas

Talvez precise de muito mais tempo
Pra te conhecer, pra te convencer
Que nossos destinos se encontraram
E nada foi por acaso

O acaso não existe
E não ia começar entre nós
Tudo o que aconteceu teve um motivo
E eu só queria poder fazer você entender

Entender que aquele sorriso que eu vi
Aquele olhar que fitei
Pertencem a esse momento
E eu não quero perder de vista

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quem me dera

Essa espera me mata
Espera de não te ver
Não falar contigo
É o que mais maltrata

Me mata não saber onde você está
E quando vou conseguir de novo te achar
Por essas idas e vindas do mundo humano

Não há como não pensar nos seus lábios
E aquele gesto gentil que tu me destes
Aquele sorriso sincero
E as gargalhadas gostosas

Por que você não vem pra cá
Curtir a vista daqui
Ver o pôr do sol ao meu lado
E contemplar a beleza do horizonte

Queria poder conversar com você
Te ouvir falar e sussurar ao meu ouvido
Soltando as fagulhas dos seus pensamentos
Quem dera eu estar ao seu lado
Pra vislumbrar as belezas de seus traços

Traços fortes e delicados, juntos, ao mesmo tempo
A força de uma mulher com a delicadeza de uma menina
Você pra mim existe só em pensamento,
Por enquanto, Por agora


Homenagem Póstuma a Kevin Beltran


Hoje não posso mais falar
Minha voz foi calada por um sinal de luz
Uma luz que veio do nada
E que pro nada (ou céu) me levou essa luz
Hoje perdi minha vida
Enquanto vivia minha paixão
Perdi minhas esperanças
Por esperar do homem e sua razão
Esperar que seria seguro
ir a um estádio sem pensar em apuro
Como sempre fiz, e sempre fui
Esperar que ia ser uma festa
Com azul e branco pelas ruas de Oruro
Me perdi por viver apaixonado demais
Por um "Club de Fútebol" que ficou para tráz
Me perdi nas mãos de quem nem conhecia
Me perdi numa luz que em mim se perdia
Espero que Deus perdoe a alma
De quem se tornou o vilão
O vilão de uma história tão triste
Que fez parar o meu coração

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sorriso Anestesiador

Esse seu sorriso me anestesia
Me deixa em outra dimensão
É ver você sorrir pra eu voar
Voar pra outro mundo
Voar pra dentro dos seus olhos

Olhos verdes, de esmeralda
Que espelham toda a sua alma
Uma alma sorridente, uma alma alegre
Que me faz pensar em ficar aqui

Ficar aqui só te olhando
Te ouvindo, e ver voce balbuciando
Balbuciando palavras de emoção
De paixão, de devoção

Suas paixões me encantam,
Me mostram quão forte és tu
Quão linda és por dentro e por fora
E o quanto merece essa admiração

Fico a espera de te ouvir de novo,
De te ver sorrir de novo
E que dessa vez você sorria comigo
Sorria de fora a fora
Do meu lado.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sonho

Esta noite eu tive um sonho
Sonhei com você
Sentindo a sua pele ao amanhecer
Sentindo os seus lábios junto aos meus

Pra mim foi tudo muito real
Seu sorriso brilhava num pedestal
E seus olhos buscavam os meus
Sabendo que de todo jeito eu era teu

Sentir seu abraço carinhoso
Tocar minha pele de novo
Saber que naquele momento
Seu beijo era poderoso

Poderoso como uma arma
Que me arrebata como um disparo
Sabia que era imaginação
Que em instantes aquele momento ia acabar

Mas quis aproveitar
Até o último instante,  poder te amar
Acordei num sorriso ingênuo
Mas pena que era só um sonho


Amor Carnavalesco

O Carnaval passa
Mas ele ainda não passou em mim
Deixou traços de uma paixão
Um amor carnavalesco

O pior foi te ver partir sem te dar um beijo
Sem te abraçar e dizer que te quero aqui
O pior foi saber que posso não mais te ver
Ou pelo menos te ter por um momento

Queria só uma chance para mostrar
Que eu mereço toda essa reflexão
Que eu posso te fazer muito feliz
E pintar o nosso amor no chão de giz

Pode ser que você esteja a sofrer
Por um outro alguém que não merece
Não merece a sua pura condolência
Quero muito te dizer, larga o passado
Larga e vem saber como sou eu

Como tudo deste lado é mais azul
Você pode enxergar a olho nu
A felicidade que te espera
Venha ver como aqui é mais bonito
E vamos viajar pro infinito

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Convicção

Eu quero ver
Eu disse quero ver
Essa convicção que você tem, aparecer

E nela vai viver, seus sujos preconceitos
A forma que o outro é inferior ao seu respeito

Assim que você acha, mas não tem nada a ver
Você precisa mais de mim do que eu de você

Eu quero ver você mudando sua cara
Na hora que a bala do revólver se dispara

Ali você vai se ver, vai se arrepender
Vai implorar pra Deus, que tenha pena de você

Viveu a vida inteira se achando superior
E agora tá pedindo uma chance pra seu senhor

Devia ter pensado, naquelas regalias
Naquele jeito que você tratava os vigias
O tio da padaria, o gari da sua rua

Levante como um homem, e sofra as consequencias
Espere a sua morte, espere o seu caixão
Enquanto o deliquente vai sofrer lá na prisão

Mas isso tudo é fruto da sua indiferença
Que diferença faz o pobre não se alimentar
Eu digo a diferença, vai ir na sua lápide
"Leve tudo senhor, mas não me mate"

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Falta


Tô sentindo falta
De amar alguém
De sentir aquele frio na barriga
Do coração palpitar quando está pero
De perder os sentidos pra se encontrar

Sinto falta daquela pele macia
Aqueles cabelos longos
Aquele olhar sedutor
E o sorriso leve

O sorriso que me faz sorrir por dentro
Que me faz ficar feliz
Sem explicação,
Sem pensar no amanhã

É ter certeza de que está fazendo o certo
Sem saber ao certo o que fazer
E passar por essa vida
Sabendo que só quem já amou
Pode te compreender